Eu acredito, sim, que existem diversas formas de se expressar artisticamente. Não acho que é arte apenas a pintura enquadrada. Vejo muita arte no dadaísmo de Duchamp, nos Parangolés de Hélio Oiticica, nas fotos de Sebastião Salgado. Mas também acho que para tudo tem limite.

É por acreditar que mesmo a arte deve ter limites que me revoltei quando soube da exposição do costa-riquenho Guillermo Vargas Habacuc, que deixou um cão morrer de fome e sede numa exposição. Revolto-me ainda mais agora ao saber que esse “artista”quer repetir sua façanha na próxima Bienal de Artes Centroamericana Honduras 2008.

Não digo que me revolto por achar que a morte não possa ser tema para arte. Morrer, como tudo aquilo que é natural (e também sobrenatural) pode, sim, ser expressado artisticamente. Porém há formas e formas. Deixar um animal morrer gradualmente num exposição, para que todos vejam seu sofrimento, para mim possui outro nome: impassividade.

 Muitos podem dizer que louco mesmo é o artista alemão Gregor Schneider, que quer encontrar um doente terminal que esteja disposto a morrer publicamente em uma exposição. Também concordo que uma pessoa assim não é normal, e acharia repugnante que deixassem que um ser-humano morresse assim, aos olhos de todos. Mas acredito que entre Gregor e Guilhermo há uma diferença: se Gregor conseguir essa façanha, é porque, em tese, algum doente aceitou. Existe aí o livre-arbítrio. Agora os cachorros que Guilhermo Vargas quer deixar morrendo em suas “obras de arte” não tiveram escolha.

 Assim, coloco-me no direito de deixar, nesse blog, o endereço para que as pessoas assinem a petição online que pede que Guillermo Vargas não repita o mesmo ato e deixe outro cão morrer publicamente. Não sei se conseguiremos. Mas, pelo menos, fica assim registrada a revolta de milhões de pessoas que acreditam que a arte possui outras formas de ser expressada.

http://www.petitiononline.com/13031953/petition-sign.html

A vida e a obra de Pablo Picasso, considerado o grande ícone das artes visuais no século 20 , são celebradas hoje, no 35º aniversário de morte do artista.

Em 8 de abril de 1973, o artista espanhol morreu em Mougin, na França, quando tinha 91 anos e deixou em seu portfólio aproximadamente 20 mil obras que não se restringiam apenas à pintura, mas também esculturas, desenhos e cerâmicas.

Segundo informações liberadas pela firma de segurança The Art Loss Register,  as obras do artista se valorizam cada vez mais a cada ano e  são indicados como alvo número um de ações de ladrões e traficantes de arte  de todo mundo.

Mais de três décadas depois de sua morte, as criações de Picasso ainda são referência mesmo fora do universo das artes visuais – um exemplo dessa “versatilidade” da figura do artista é sua assinatura aplicada ao modelo X-sara, da montadora francesa Citröen, lançado em 2000.

A vida pessoal e profissional do artista  do artista se misturam e o perpetuam como um dos mais polêmicos, chocantes e geniais da primeira metade do século XX.