Para quem está acostumado a ver o estilista Karl Lagerfeld em fotografias repletas de mulheres vestindo roupas deslumbrantes, pode parecer um pouco estranho. O alemão é a estrela de uma campanha de segurança no trânsito, lançada pelo governo francês. Vestindo um colete de sinalização sobre um smoking e os inseparáveis óculos escuros, posa ao lado do slogan “É amarelo, é feio, não combina com nada, mas pode salvar a vida”. Lagerfeld, que já criou coleções de grifes renomadas como Chanel, Fendi e Chloé, foi escolhido também por ele mesmo estar sempre nas estradas, já que não gosta de aviões.

lagerfeld

O uso do colete passará a ser obrigatório na França, sempre que o motorista parar o veículo nas estradas ou nos acostamentos e tiver de sair. A nova lei faz parte de uma série de medidas do governo francês na tentativa de reduzir o número de mortes e acidentes no trânsito.

Quem disse que as bebês não podem seguir a moda? Uma empresa americana está vendendo sapatos de salto alto para elas. Os modelos são destinados para bebês até seis meses de idade e apresentam as cores rosa choque, preto e pele de leopardo.

Os pequenos saltos foram batizados de Heelarious, um trocadilho com as palavras heel (salto) e hilarious (hilário). Segundo as inventoras do sapato, os saltos são de brinquedo e quebram facilmente se o bebê tentar andar com ele.

De qualquer forma esse modelo gera polêmica: até que ponto a moda pode chegar? Será que é legal levar essa brincadeira adiante, ou estaremos vestindo as crianças como mini adultas?

A galeria White Cube, em Londres, abriga a mostra Se Hitler tivesse sido hippie, quão felizes nós seríamos? Jake e Dinos Chapman, irmãos britânicos conceituados no mundo das artes plásticas, compraram treze aquarelas feitas pelo ditador alemão entre 1910 e 1913 por 115 mil libras (aproximadamente 365 mil reais) e as recriaram. Eles pretendem vender as recriações por 685 mil libras – cerca de 2,1 milhões de reais. 

Os artistas pintaram sobre os trabalhos originais imagens suaves como corações, arco-íris, flores e sorrisos. Negaram veementemente qualquer intenção de redimir o ditador, analisando ainda que suas aquarelas não expressavam “talento”. Com as telas, Hitler teria pretendido entrar para a Academia de Artes Plásticas de Viena.

 A White Cube alegou que vai cuidar para que os quadros não parem nas mãos de adeptos do nazismo. Dê uma olhada nesse artigo na BBC de Londres sobre as idéias dos irmãos.

Aconteceu durante o desfile da TNG o primeiro esbarrão nas passarelas do Fashion Rio. Confira!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

O filme foi lançado semana passada no Brasil e veio recheado de moda. O vestido com uma flor grande, usado durante o seriado pela personagem Carrie, aparece (mais curto) logo na cena de abertura. A história contada no cinema faz mais sentido para as pessoas que já acompanhavam o seriado e, consequentemente, criaram uma identidade com as personagens. Mas para quem adora moda, o filme também é uma boa pedida.

A amizade entre as quatro mulheres – Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte – continua, mas agora elas estão mais maduras e seus looks também. A figurinista Patricia Field teve o cuidado de analisar as mudanças psicológicas de cada personagem e adequar a isso o guarda-roupas de cada uma.

Por essa razão as peças têm um tom mais sóbrio, sem deixar de ser irreverente. Além das roupas, o filme é cheio de acessórios, como cintos e sapatos. “Sex and the City” está repleto de Prada, Dior, Chanel, Dolce&Gabbana e tem até um top do brasileiro Alexandre Herchcovitch.

Agora, quem me decepcionou deveras foi a TNG. O estilista Tito Bessa Júnior embarcou no clima marítimo chique, mas caiu no brega e sem graça. Reinaldo Gianecchini não convence como modelo. Não posso negar que as peças são muito mais usuais e práticas do que as das outras marcas, mas as estampas listradas ficaram muito fora de lugar.

Alguém me explica o que significam essas blusas aqui?

E a Raica Oliveira, ninguém quis fazer uma maquiagem direito nela? Coitada. Aliás, deixa eu ser justa, vai, esse vestidinho é o único que se salva da coleção toda.

E eis que surge isso aqui, totalmente deslocado do resto do desfile.

A guerra dos travesseiros travada pelos modelos no final foi para marcar o lançamento da marca de pijamas. Vendo o vídeo, dá pra sentir como ficou estranho no “conjunto geral” do desfile.

O desfile da Têca, da estilista Helô Rocha, me surpreendeu. Ontem (9/06) a Fashion Rio se deslumbrou com cores, bordados, estampas floridas e xadrez combinadas de forma romântica e delicada, sem cair no piegas ou no convencional. Uma Mulher Vestida de Sol, de Ariano Suassuna, foi o mote para as confecções.

As pernas à mostra, a alfaiataria chique e as cinturas bem delineadas marcaram presença no desfile. O clima hiponga não estava nem disfarçado: as modelos usavam trancinhas e tinham o visual clean, feito por Fernando Torquato. A Têca reviveu até as bolsinhas de couro, e conseguiu colocar numa modelo uma “pochete” sem parecer brega, quebrando vários tabus de uma só vez.

A marca apostou também no patchwork, e devo dizer, de forma corajosa, porque do patchwork pro brega é um pulo. Eu senti um toque meio nordestino, meio caipira-brasileiro combinado com hippie-chique em todas as peças. E, olha, a mistura deu certo.

A minha eleita foi essa combinação aqui. Olha só que luxo o coletinho florido com o short xadrez e o lenço verde. A camisa branca vem dar uma quebrada – mas nem ela é tão basicona assim: repare nos bordados na barra.