1o. de junho foi um dia de perda também para o mundo das artes plásticas psicodélicas: Alton Kelley, figura-chave do movimento psicodélico dos anos 60, morreu nesse dia devido à osteoporose, na Califórnia. A contribuição de Kelley para dar a cara ao movimento hippie foi inestimável: seus cartazes com letras distorcidas e imagens surreais são o símbolo de uma época.

kelley p/ BBTHC e QMS

Kelley pelas lentes de Bob Seidemann, em 1967

Kelley fez pôsteres de shows e álbuns para bandas como Grateful Dead e The Big Brother & The Holding Company. Seu trabalho com o colega Stanley Mouse foi significativo em São Francisco. A parceria entre os dois era tão grande que já chegaram a trabalhar simultaneamente num mesmo quadro: o destro Mouse em um e o canhoto Kelley em outro.

kelley p/ BBTHC e QMS

Junto com outros artistas, Kelley fez parte da Family Dog, uma espécie de cooperativa que criava cartazes para os shows das bandas da época. O conhecido emblema de caveiras e rosas do Grateful Dead foi pensado por Kelley.

kelley p/ BBTHC e QMS

Em 1966, Kelley exclamou: “Oh, não, agora eles vão ter certeza que fumamos maconha”, após vislumbrar um cartaz que ele e Mouse tinham feito para um show do Big Brother & The Holding Company e o Quicksilver Messenger Service. 

kelley p/ BBTHC e QMS

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