maio 2008


Em Relíquias e Ruínas, onze fotógrafos registram paisagens do patrimônio cultural da humanidade. O título traduz bem a sensação que se tem ao contemplar as imagens: mesmo estando em ruínas – e porque estão em ruínas – os materiais registrados são de um valor inestimável – relíquias.

Taipei, Mauro Restiffe

O SESC Avenida Paulista abriga a mostra até 13 de junho, dividida entre os pisos térreo, onde os transeuntes conseguem ver algumas das fotografias da rua, e quarto. São 31 fotografias agrupadas em seis conjuntos. No mínimo, essa divisão entre os andares serve para capturar, como numa vitrine, a curiosidade dos milhares de ocupados que transitam pela avenida todos os dias – e, devo admitir, funcionou comigo.

Machu Picchu, no Peru, por Hans-Christian Schink

Instalações sonoras ao longo da área da exposição chamam a atenção, tocando poemas e textos recitados. Apesar de estarem um pouco deslocados do contexto geral da exposição, ajudam a reproduzir o clima dos lugares fotografados.

Teatro Heredia IV, em Cartagena das índias, por Caio Reisewitz

A exposição é muito bacana porque tira da banalidade cenas e construções que talvez não percebêssemos normalmente. Os cenários não são decadentes, contém uma beleza não convencional e um tanto difícil de perceber.

Dá pra refletir um bocado sobre o porquê de alguns lugares suscitarem outros significados e serem considerados belos, enquanto tantos outros que estão tão “arruinados” quanto não são motivo de exposições. A mostra é também ponto de partida de muitas reflexões sobre a necessidade de preservar o patrimônio histórico.

Relíquias e Ruínas
terça a sexta, das 11h às 21h
sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
SESC Avenida Paulista
Av. Paulista, 119 – Paraíso
(11) 31793700
www.sescsp.org.br

O termo surgiu na China. Mas a mania dos bonecos colecionáveis ganhou adeptos no Japão e logo chegou a Nova York, se consolidando em 2002 com a criação da Kid Robot – uma empresa que lucra muito com a toy art e exporta bonecos para o mundo todo.

Alguns admiradores desses bonecos costumizados afirmam que eles podem ser separados em duas categorias: peças já projetadas e modificadas posteriormente por diversos artistas ou peças únicas, feitas em edição limitada, modeladas pelo próprio artista.

Por outro lado, algumas pessoas afirmam que a pessoa só pode ser considerada artista se modelar o boneco e não simplesmente o costumizar. Mas o mais importante, o que caracteriza a toy ayt como arte, é o que a peça final deseja passar para o público consumidor. Seu valor está naquilo que ele representa. De qualquer forma, eles estão no mercado para quem desejar.

 

 

 

Alfredo Volpi (14 abril 1896 – 28 maio 1988 )

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“Grande fachada festiva” (década de 1950)

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“Mastro com bandeiras” (1965)

Já estamos acostumados a ver os famosos super-heróis nos quadrinhos e nas telas dos cinemas, mas agora eles invadiram o Metropolitan Museum de Nova York. Desde o dia 7 a exposição “Super-heróis: moda e fantasia” está aberta ao público.

A intenção é mostrar, através de objetos e roupas, como a estética dos personagens dos quadrinhos influenciou grandes estilistas. Giorgio Armani exibe um vestido inspirado no Homem-aranha e Thierry Mugler um macacão inspirado no Homem de Ferro.

Ao todo são 60 plataformas, cada uma com um super-herói e o guarda-roupas que ele inspirou. Uma coisa interessante é que parte da exposição trata do “corpo gráfico”, ou seja, a representação que o estilista dá para o corpo do herói. Um exemplo é a Mulher Maravilha, vista como um corpo patriótico. É…imaginação não falta!!

É cada vez maior o número de franceses que defendem a libertação do guarda-roupa masculino. Eles querem se livrar da ditadura das calças e  adotar a saia como peça do vestuário. E já existe até uma associação, chamada Homens de Saia, com aproximadamente 30 membros, que militam para poder deixar as pernas de fora.

Algumas manifestações acontecem em sites como C-tendance e Jupe Skirt. Esses homens buscam a “emancipação masculina”, e revindicam pelo direito de dispor plenamente do próprio corpo, nos moldes da liberação feminina.

A falta de modelos masculinos de saias também é um problema. Somente grifes caras como Jean Paul Gaultier e Agnès B têm a peça disponível.

A partir de hoje, 15 de maio, São Paulo recebe a exposição com as 185 melhores fotos de 2007. A eleição, que acontece desde 1955, foi feita pela World Press Photo, organização holandesa de fotojornalismo, e premiou 59 fotógrafos de todo o mundo.

soldado

A vencedora do prêmio “Foto do Ano” , tirada pelo fotógrafo britânico Tim Hetherington. Mostra o cansaço de um soldado americano em um bunker no Afeganistão.
   

Concorreram mais de 5000 candidatos, em categorias como ‘Arte e Entretenimento’, ‘Natureza’, ‘Esportes’, ‘Notícias’, ‘Retratos’, e ‘Flagrantes’, entre outros. Cada uma teve 6 vencedores; 3 em fotos únicas e outros 3 em ensaios fotográficos.

esportes

Uma das fotos premiadas na categoria ‘Esportes’, do americano Chris Detrick.


Vencedores World Press Photo
De 15/05 – 15/06
Sesc Pompéia – R. Clélia, 93, São Paulo. (11) 3871-7700.
Terça a sábado das 10h às 20h; domingos e feriados das 10h às 19h
Entrada franca

A exposição Arte Cinética América Latina estará na Galeria Bergamin até 14 de junho. Nela expõem Jesus Soto, Cruz-Diez, Palatnik, Ubi Bava, Le Parc, Gregorio Vardanega, Garcia Rossi, Martha Boto, León Ferrari, Danilo di Prete e Francisco Sobrino. Os onze artistas vêm da Argentina, Brasil, Espanha, Itália e Venezuela, conectados pelas raízes latinas. São 30 obras feitas com os mais diversos materiais: aço, ferro, óleo,  espelhos, fios de nylon, fibra de vidro, alumínio, madeira, acrílico e lâmpadas.

Petit Citrón, de Jesús Soto, é feita de madeira, nylon e fibra de vidro

É interessante averiguar a criatividade inusitada dos artistas. Eles brincam com luzes, efeitos e materiais, causando ilusões incríveis no espectador. As formas mais simples podem ser usadas para os mais inesperados fins.

Música, de León Ferrari, é uma escultura em ferro

Atenção para Forme en Contorsion, do argentino Le Parc, que usa molas para mover uma fita de metal, causando um estranhamento delicado e sutil a quem a observar. O Cubo Virtual de Jesus Soto, da Venezuela, é a maior obra em exposição, com mais de dois metros, na qual o artista dispõe paralelamente fios de nylon, causando uma ilusão ótica.

Essa esfera em acrílico foi feita por Gregorio Vardanega (sem título)

A arte cinética, ou cinetismo, foi reconhecida na França na década de 50. Concebe o “movimento” como a arte em si. O artista cinético explora possíveis transformações na obra – seja na luz, nas cores e formas ou uma transformação propriamente cinética – , conseguindo diversos e irreverentes efeitos pela combinação dos elementos. Partes isoladas podem não significar nada, mas quando são combinadas adquirem novas formatações. O cinetismo põe por terra a noção da obra de arte como algo estático e imóvel, abarcando ainda mais e maiores possibilidades artísticas. O artista pode agora integrar-se e expressar-se no movimento, vivenciando-o e influenciando-o.

A Galeria Bergamin é um espaço relativamente pequeno, mas muito aconchegante e receptivo.

Arte Cinética América Latina
12 de maio a 14 de junho
Galeria Bergamin
Rua Rio Preto, 63 – Cerqueira César – tel. 30622333 
Segunda a sexta, das 10h às 20h
Sábado, das 11h às 15h
Entrada gratuita

 

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