A moda como forma de expressar os ideais de jovens na luta por um novo Brasil 

1968, conhecido como o ano que mudou o mundo, aflorou o sentimento de rebeldia nos jovens brasileiros que lutavam por um país melhor, mais justo. O movimento estudantil explodiu, contestando a sociedade e seus sistemas de cultura e ensino, seus costumes e estética. Essa manifestação da chamada contra-cultura também atingiu a moda, que passou a desempenhar um papel não só estético, mas também político.

A moda passou a ser utilizada pelos jovens como uma maneira de expressão das suas ideologias, uma forma de mostrar à sociedade a sua indignação com a ditadura militar. Para demonstrarem sua insatisfação com o estilo de vida burguês, passaram a adotar a aparência das classes mais pobres e roupas antes utilizadas apenas por operários, ou seja, adquiriram o jeans e a jaqueta de couro.

Os mais impacientes se rebelaram contra o estilo de vida de seus pais e adotaram o estilo hippie, sob o lema “paz e amor”. Eles abriram mão dos confortos da sociedade para viver em comunidades mais simples, perto da natureza. A moda dos hippies ficou muito marcada: as roupas utilizadas eram de diferentes épocas e países, os jeans eram bordados com flores, as calças eram de algodão e em modelo boca de sino, as camisas tinham estampas indianas e as saias eram compridas. Os adeptos do movimento possuíam os cabelos longos, não tratados e com flores espalhadas pelos fios.

As costuras eram determinadas pela aspiração da juventude, logo suas tendências mudaram, e muito. Com isso os brechós passaram a imperar, com roupas usadas e trajes típicos de outros países. A moda se tornou algo democrático e unissex, com o intuito de atender à filosofia de vida crítica e rebelde daqueles que lutavam por uma sociedade mais igualitária.

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